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domingo, 20 de julho de 2008

Barraquinhas e feira




1. Barraca de feirinha em Keelung

2. Curiosos vendo demonstração de pano mágico que limpa tudo e segundo o vendedor dura 10 anos.

3. Barraquinha de sutiãs na feirinha de Keelung

4. Vendedor demonstrando brinquedo que voa de verdade

5. Feirinha. Placa e pessoas para todos os lados.

Por nossa correspondente em Taipei, Nancy Chang.

As pontes em Taipei são anti-terremotos

Por Nancy Chang

"Taipei é uma cidade cheia de shoppings, uma das maiores diversões dos taiwaneses é comprar. É só sair de casa que se vê um moonte de coisas pra comprar, por todos os lados.

Aqui a vida noturna é muito mais agitada do que a diurna. As lojas abrem às 11 e muitas vezes só fecham lá pra 23, meia noite. Muitas pessoas aqui comem ao longo do dia pelo menos 4 refeições: café da manhã, almoço (que pode ser a partir das 10:30), janta (a partir das 17hs já tem gente comendo) e ceia. Os jovens estudantes quando estão de férias, dormem o dia todo ficam a noite toda na rua. As feirinhas noturnas são um capítulo à parte, lá se pode comer, brincar e comprar. Tem desde besteirinhas, tênis de marca, cachorro até comidas bizarras. Os vendedores tentam atrair a freguesia pelo grito ou pela curiosidade. E como chinês e curioso!! Na maioria das feirinhas impera a bagunça organizada. As cores são de encher os olhos, e em alguns momentos nos fazem lembrar os camelôs da 25 de março. Cópia ou mera coincidência??

Quanto à comida... Bom, pode-se comer em pé, andando, sentado... As mesas são na rua mesmo. A primeira impressão que se passa é que as barraquinhas não são lá muito higiênicas (e não são mesmo), mas depois se acostuma. A comida realmente é muito boa, e muuito barata. Cada barraquinha tem sua especialidade. Costuma-se comer um pouco em cada lugar. Dá pra encher a barriga a partir de 2 dólares, que é o preço de muitos pratos grandes ou 2 pequenos.

O transporte coletivo na cidade é muito eficiente, sendo que o sistema de metrô é interligado com o do ônibus. Normalmente a espera por um ônibus não dura mais do que 10 minutos. Além disso, a cada 500 metros ou menos existe um ponto de ônibus. E para saber como ir e qual ônibus pegar, basta saber ler chinês e olhar na placa o intinerário dos ônibus, procurando o nome do ponto que quer chegar. Aqui muitas pessoas utilizam scooters pra ir de um local para o outro, mas nada de malabarismos como os nossos motoboys, e as pessoas que andam de moto têm idade variada entre 18 a 80 anos. O bom de usar moto/scooter é a facilidade de estacionar nas ruas, e a rapidez com que se chega à qualquer lugar. Nos semáforos entre as faixas de pedestre e a faixa de carros, existe uma faixa que é exclusiva para motos, estas saem antes quando o semáforo abre, evitando acidentes.

Descobri hoje que as pontes aqui em Taipei são anti terremoto! Estruturas reforçadas e flexíveis."

Cliques pela cidade por Nancy Chang

"Estou tendo dificuldades para acostumar com o fuso horário, depois de 36 horas de viagem até aqui, Taiwan está 11 horas à frente do Brasil. Pra piorar, calor de 35 graus e muita umidade.
Aqui em Taipei os estabelecimentos comerciais fecham e abrem em piscar de olhos. Às vezes em menos de 3 meses!! Pior é que os investimentos não são lá pequenos. Taiwaneses adoooram uma novidade.

Fui ontem em um bairro novo em desenvolvimento, que há 3 anos era considerado fora de Taipei, mas hoje já é um “anexo” da cidade, só precisando atravessar a ponte. Algo como Manhattan e New Jersey. Os apartamentos lá têm vista pro rio, piscina, porteiro (algo não muito comum aqui devido aos salários altos) e garagem (coisa rara também pelos preços altíssimos dos terrenos).

Vi lá algumas coisas bem estranhas, como um motel construído ao lado de um templo?! Porém, o que hoje é um motel, amanhã pode muito bem ser um restaurante. Hehe Só o templo que é mais difícil de mudar.

Nesse mesmo bairro havia um restaurante novo de comida contemporânea criado por uma taiwanesa, com formas baseadas nos trabalhos de Gaudí.

A cidade tem muita influência do Japão, pela proximidade e também pela história de colonização. Pra todos os lugares que se olha tem placas de comercial e luminosos."

Nossa correspondente está na China e mostra as novidades

Nancy Chang, aluna de Interior Design, está na China e como correspondente internacional do IED manda notícias.

"Cheguei ontem de viagem. Depois de 36 horas e apenas 2:30h de sono estou em terra firme. Aqui esta muito muito calor: 35 graus com muita umidade!

Fui para poucos lugares hoje, porém ja tirei algumas fotos interessantes. Vou tentar dormir bem hoje para escrever algo e te mandar as fotos amanhã."